Teenstreet 2018 – Uma perspetiva pessoal

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Por vezes avançamos para o desconhecido e desafiamo-nos a nós próprios. E foi assim que parti para a aventura Teenstreet 2018 em Oldenburg, Alemanha. Iria ter a função de coach. 

Viajaria com uma colega, Ana Cláudia. Vemo-nos pela primeira vez no aeroporto de Lisboa. Eis-nos chegadas a Hamburg, solicitamos ajuda no balcão de informações mostrando a morada no telemóvel. No comboio percebo que vamos na direção errada, no entanto encontramos uma jovem alemã que nos sugere seguir umas estações adiante e apanhar um autocarro que seguiria para Oldenburg, sem necessidade de tirar outro bilhete e ficamos descansadas sem voltar a olhar para o mapa. Um calor abrasador e nada de locais à vista para comprar água. Pedimos ao motorista se podia parar nalgum ponto, explicando que necessitávamos mesmo de comprar água. Inacreditável, ele oferece-nos uma garrafa de água. Quando chegamos a Oldenburg o condutor não encontra no mapa o local do evento. Ops! Percebemos que havia outro Oldenburg, informação que desconhecíamos. O que fazer? Voltámos a Hamburg, o balcão de informações não quis assumir o erro e tomámos a direção correta sem comprar outro bilhete, explicando aos revisores o que tinha sucedido. Pela graça de Deus eles foram compreensivos e apenas pagámos a diferença do bilhete para a cidade correta. Hora avançada e enfim chegámos. 

No sábado finalmente chega a equipa portuguesa e exausta depois de viajar 3 dias de autocarro. Algum do staff nacional pôde fazer uma visita à cidade. Um local pitoresco com imensas lojas de souvenirs, crafts e artigos de decoração. E muito calor…

No teenstreet todos recebem uma fita correspondente à bandeira do seu país, o cartão de identificação e uma pulseira, ambos designando a respetiva função e ainda uma caneca (para o pequeno almoço e para beber água durante o dia). 

Cada país teve a sua reunião a fim de os líderes explicarem a dinâmica do evento, alguns detalhes, regras e cada coach foi informado do seu minigrupo. Fiquei com 7 jovens raparigas e respondia à MM feminina (Ministro e Mentoria). 

Não poderei esquecer a imagem dos dormitórios, no caso, das raparigas que estavam em maioria. Dois pavilhões enormes repletos de colchões no chão numa mescla de cores intensas num universo de 41 nacionalidades diferentes. Outra imagem é a dos 3200 participantes juntos a louvar a Deus em inglês a cada manhã. Como será no céu? E por falar em céu…o tema central, «Closer», todos juntos num único propósito, o de querer estar mais perto de Deus. Sim, o Deus que está no céu mas também vive em cada coração que O busca e O aceita. Aquele que deu o seu único Filho para estar no meio dos Homens, o qual nos deu um modelo de oração, o «Pai Nosso», por sinal explorada nas sessões «Closer» e nos tempos «NET» (tempo de estudo bíblico, de partilha em pequeno grupo, discussão, reflexão, oração e algumas atividades). 

Cada adolescente recebeu um livro devocional onde registaria as suas notas segundo a visão geral de cada dia, «Conhecer Deus, O Reino de Deus e seus valores, Confiar e depender de Deus, o Perdão, Tentações». No tempo da «Big Adventure» estudavam sozinhos os tópicos sugeridos, lendo as passagens bíblicas, tentando personalizar a oração do «Pai Nosso» e no «Shhh» estariam a sós com Deus, em silêncio (todo o recinto).

Como coach pude observar nas minhas 7 meninas (como lhes chamava) o desejo de aprender mais sobre Deus e de quererem viver o Seu plano numa vida cristã ativa. Percebi a criatividade de Deus plasmada na individualidade de cada uma, em cada detalhe do rosto, da personalidade. Pude ainda partilhar algumas coisas que Deus fez na minha vida, pelo que Lhe agradeci a oportunidade. Brinquei com elas sobre 7 ser o número perfeito, pois inicialmente eu julgava que iria ter 8. E tanto mais havia para dizer…O amor de Deus pode ser visível? Pois foi isso que vi!

Durante a tarde aconteciam os «Interact» 1 e 2. Cada adolescente podia escolher entre workshops, desporto, jogos, arte, seminários, ida à livraria, café ou à cidade. Na quarta-feira realizou-se a «Rag Race» com o intuito de angariação de verbas a canalizar para os refugiados, alcançando cerca de 50 mil euros.

Como grupo fomos à cidade participando numa atividade «outreach», «as minhas meninas» entregaram flores com versículos bíblicos. Tivemos uma experiência maravilhosa na «Prayer room»…quando lá chegámos havia um pequeno grupo a cantar num tom baixinho, sentados em mantas no chão e convidaram para nos juntarmos a eles. Juntos louvámos a Deus. Depois cada país manifestou alguns pedidos e orámos uns pelos outros nas línguas autóctones. Cantámos uma última música. De repente uma senhora vem ter connosco dizendo que tinha presenciado tudo e que viu no nosso meio uma fonte de água a transbordar. Ficámos gratos a Deus! À noite, no tempo Net 3, uma das jovens do meu grupo referiu algo que se tinha esquecido de nos contar. Disse que quando entrámos na «Prayer room» e antes de nos juntarmos com o grupo para cantar ela tinha pegado numa imagem à disposição na sala – a imagem de uma fonte de água!

A «Throne Room», momento alto do dia de louvor e oração. Equipas dos vários países oravam pessoalmente por cada participante que queria apoio e intercessão. Lágrimas de alívio e adoração eram notórias onde a sinceridade era visível em cada rosto. Foi incrível ver uma geração a querer mais de Deus, de joelhos a orar, abraçados uns aos outros. Há relato de jovens que viram um adolescente a ser curado por Deus. 

O evento só foi possível porque uma enorme equipa se dispôs a servir a Deus dando o seu tempo e trabalho, desde mais novos a mais velhos, de diferentes comunidades, igrejas e nações. Estou grata pela sua dedicação.

Já me questionaram se quero repetir a experiência para o ano. Respondi que se isso estiver no plano de Deus para a minha vida, sim, quero. E cogito… Se quero aprender mais de Deus? Sim! Se quero amá-lo mais? Esse é o meu desejo. Se quero ver adolescentes e jovens rendidos ao Seu amor? Óbvio! Se quero ser desafiada? Embora com algum medo, quero ir, desejando que Deus me use para a Sua glória. Tal como todos pudemos perceber no «Global Village» 40% do mundo não está evangelizado. Temos uma missão, foi-nos outorgado o poder de decisão. O que estamos a fazer?

28 Julho – 4 Agosto Teenstreet Europa 

OM (Operation Mobilisation)

Para saber mais: Acesse o site AQUI

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