Resta-nos acreditar que um dia irás reconhecer! (Metamorfose)

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(Sim tu!) Operador hábil, enfim te tornaste. Camuflaste o guindaste.

Na lapela a insígnia do perigo, do terror.

Bizarra pose! As armas… teu brinquedo.

Zaranzando na teoria do medo, em sigilo arquitetaste o alvo a abater,
Primígenos rendidos ao teu querer… (Malévolo Senhor!).

(Infame é teu ser!) Mareante, de águas gélidas oriundo.
Nascente lacrimal, o mundo, (Cobarde!) viu nascer.
Cravaste punhal de gelo (Figura de espadachim!),
Em mártires corações, num frenesim, desespero profundo (Flagelo!).

Erguera-se a madrugada queixosa. Primórdio da tua ardilosa Epopeia.
Inspiração harmónica de Pitágoras? (Estapafúrdia ideia!).

O quê? Tornaste-te agricultor? Antecipaste a ceifa! (Porquê?)
Aniquilaste a fértil produção! (Prantearam as mandrágoras…)
Eternizada a auspiciosa geração!

Pintor de renome cobiçaste, não podes negar!
(Miserável vaticínio!).

Carmesim, tua seleção, nas entranhas, hediondo pincel impregnado.
(Mestre da matança!) Na tela corpos sangrentos a espernear (Grotesco assassínio!).

Teu rosto… (vil lembrança!) (Naaaaaaão!)
Quando é que este inferno vai acabar?


Foto: Internet

Assinatura-Andrea-Ramos

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