O vírus da alma

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Somos livres? Escravos de um vírus que mata? Não falo de corona. Falo de outro tipo de vírus por vezes não tão evidente, mas penetrante.
Façamos uma introspetiva.


Que vírus a pessoa possui que o conduz a matar outra?

Esse tal vírus instalado na alma acerca-se do coração e torna-o negro.

Ele diz à mãe que não vale a pena cada esforço que faz pelos seus filhos.

Ele mente ao pai que não precisa de trabalhar para conseguir o ordenado para o sustento da família mediante esforço.

Ele aguça a sua voz e gritando à mente do jovem diz-lhe que não vale a pena viver porque não terá futuro.

Ele afasta os filhos dos pais e pais dos filhos.

Ele inunda as mentes segredando-lhes que a liberdade dá para tudo e não devem seguir qualquer regra.

Às crianças ele mostra desenhos animados que são na realidade inanimados, gélidos. Algumas delas nadam em rios de medo da morte devido a outro vírus que anda por aí porque elas afinal não sabem que estão aqui de passagem e há uma eternidade prevista.

O vírus da alma diz-lhes que elas não podem sorrir nem fazer o bem porque isso são coisas do passado e também lhes mente dizendo que não temos nada a ver com a vida dos outros. Diz-lhes ainda que não há esperança nenhuma de que alguns apregoam, que isso é tudo embuste.

E aos velhos dentro da sua grandiosa solidão, ele arranca alegria e deposita tristeza, fá-los pensar na morte como o final de tudo e que afinal, nada valeu a pena. Para além disso diz às famílias que não podem ter tempo nenhum para estar e cuidar desses, dos seus idosos.

Este vírus anda aí. Julgo que gosta de jogar às escondidas. É sombrio. Ele é invisível mas visível no comportamento, pensamentos e atos das pessoas. Já se instalou e tem um palácio enorme onde o seu sumptuoso trono lhe transmite o conforto de assistir à grande possessão das almas dos transeuntes.

Esse tal vírus da alma já anda cá há muito. E veio para ficar. Só há uma maneira de o exterminar. Não é com qualquer tipo de máscara, medicamento, gel, aplicação ou solução.

A maneira de acabar com ele de vez e de este deixar de contaminar a população é só mediante sangue. Não um sangue qualquer, o sangue de Jesus, que escorreu, um dia, numa cruz. Só esse sangue vivo, puro ajudará as pessoas a não se infetarem e as que estão infetadas a ficarem curadas.

Ele não está num qualquer frasco de vidro, capsula ou embalagem. Ele foi, graças a Deus, disponibilizado de graça para todos.


Foto: internet

Assinatura-Andrea-Ramos

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