O microfone da ribalta

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Vivemos hoje numa sociedade egoísta. Alguns exemplos há contrastantes, felizmente, embora não a maioria.
Somos levados a pensar que um governo terreno tudo pode mudar. Que pode alterar circunstâncias e que tudo à sua volta melhorará.
Não acredito. Neste momento, não.
Não acredito porque se olha muito para o próprio umbigo. Porque andar de fato vestido e viver à custa dos outros não tem muito a ver com a real vida diária do povo. Seria importante que cada governo pudesse tirar tempo para passar dias com famílias para perceberem o estado da nação.
E pensa-se na economia. E esperam-se fundos europeus. E cá dentro, o que há a fazer?
Dentro do país, dentro de cada indivíduo…
Porventura unidos como país no propósito de sermos melhores uns para com os outros, sermos altruístas, pensarmos no bem comum, não nos faria melhor como nação? Não nos estaríamos a ajudar mutuamente?
O que podemos pensar juntos? O que podemos melhorar juntos? O que há a fazer juntos?
Julgo que andam para aí alguns preocupados com o seu discurso, se este vai ter audiências. Na verdade, fala-se muito mas age-se pouco – acertadamente.
É bom poder aparecer em público de cara lavada. Mas essa cara não dá a cara pela real vida da sociedade portuguesa. Já se pensou nas pessoas que estão a morrer sem poder ter os seus familiares junto deles? Já se pensou nas famílias que não sabem como vão poder ter o seu ordenado ao fim do mês para pagar as despesas? Já se pensou nos agricultores que devido a intempéries perderam as culturas? Já se pensou nas mães que tiveram bebés e não puderam ter uma mão amiga para apertar na hora da aflição? (já houve melhorias a este nível…) Já se pensou nos alunos que estão fartos de estar na frente de um ecrã? No seu isolamento e nos muitos trabalhos que recebem? Já se pensou nos professores que têm centenas de alunos e têm também os filhos lá de casa para dar atenção e ajudar? Note-se o peculiar caso da professora que tem de dar aulas no carro no cimo do monte…E quanto aos pais que estão a trabalhar e no final do dia chegam a casa e ainda têm que ajudar os filhos nos trabalhos para enviar a um determinado docente, embora o horário de envio já tenha ultrapassado o limite? Já se pensou nos empresários que têm restaurantes e outros negócios que não mais vão abrir? E tantos, tantos, tantos outros casos…
Como vamos encarar todas as circunstâncias juntos? Já se escutaram as pessoas? Não basta tomar medidas com base em empréstimos porque a fatura, essa vai chegar dia menos dia e com juros…
Escutar, sim, é a palavra de ordem.
Acredito que na unidade vencermos. Que juntos somos mais fortes. Acredito que é Deus que tem a solução. É Ele o dono disto tudo e se escutarmos a Sua voz talvez tenhamos lições a apender, sim, onde me incluo.
Mas deixou-se Deus de parte como se Ele nada pudesse fazer… retirou-se Deus para ser o Homem a governar segundo o seu poder e vontade. E depois? Depois é cada um a governar por si, não há forma de pensar no bem comum, porque afinal só se olha para o próprio umbigo…
Por isso, escutemos a Bíblia que ela é a palavra de Deus para a humanidade. Talvez aprendamos a ser um pouco melhores para nós mesmos como povo, como nação.
«Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá; para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e poder para todo o sempre. Amém.» 1 Pedro 4:11
«Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido.» Jó 42:2

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