A solidariedade em Ação

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Resultados da 1ª edição
Amo pessoas. Penso em cada vida como arte. Desde cedo que eu reflito acerca da solidariedade. Penso nos mais fracos, nos excluídos, nos que estão sós, nas pessoas tristes, nas crianças que não são valorizadas, nos adolescentes solitários (com multidão de gente à sua volta), nos jovens que anseiam pelo brilhante futuro, nos que não têm uma família às direitas, enfim. Talvez a cena seja «compaixão». Não sou especial, mas tenho a mania de pensar nos que mais sofrem.

Há uns anos criei um projeto que tem a ver com dádiva (Pintas de Felicidade – pintas são as várias pessoas que levam felicidade a quem não a tem). Como costumo afirmar, podemos dar algo mesmo que pensemos que não o temos. Temos um sorriso para deixar, um abraço, uma palavra que soa bem ao ouvido, uma mão estendida.
Uma pandemia veio estragar o trabalho com pessoas idosas que reunia com frequência para fazermos artigos e doar-mos a uma instituição. Ia buscá-las a casa e fazia- lhes o almoço. Era uma alegria vê-las conservar, gargalhar. Sentiam-se úteis. De cada vez, fazia questão de lhes relembrar o propósito. Estávamos a fazer aquele trabalho pelas vidas que os artigos vendidos poderiam ajudar a alimentar e a cuidar.

Em 2020 propus-me a ir mais longe na escrita. Em vez de fazer livros pelo sucesso ou pelo ego, decidi trilhar o caminho mais difícil: aquele que me iria servir de aprendizagem. Escritora independente, criei um livro solidário que tem impactado adolescentes e adultos. (Muda) O Meu Nome. Um livro que ajuda adolescentes a ter mais autoestima (relatos).

As meninas do Lar de Betânia não me são indiferentes. Escrevi-lhes uma carta. Penso nas famílias, nos valores que precisamos de cuidar. Numa sociedade que não sabe para onde caminha, acredito que posso ter muito mais trabalho, porém, os abraços que recebo das crianças, o seu envolvimento nas atividades que proponho, dão-me a motivação e energia para continuar.
Vender livros em Portugal é muito difícil. E fazer livros em Portugal é caro. Decidi fazer um livro a cores. Logo, mais caro, porque a cor é vida. E não quis fazer um livro qualquer. Decidi fazer um livro solidário, ajudar projetos que estão no terreno.
Através da venda deste livro, comprometi-me a enviar dinheiro consoante as vendas da obra. Ainda não passaram 2 anos e já vai na 2ª edição, pelo que, a caminho dos 1500 livros vendidos (o que é incrível, para mim!).
Foi com a ajuda de amigos, conhecidos, de pessoas que acreditaram na minha palavra, que pude enviar da 1ª edição 551,5 € ao Lar de Betânia em Vendas Novas, valor aplicado na vida e bem estar das utentes da instituição. Assim, cabe-me prestar esclarecimento aos meus leitores que cumpri não só esse mas mais objetivos: foram enviados 50 exemplares para Cabo Verde a fim de trabalhar com meninas, 5 exemplares às crianças do IPO em Lisboa e também outros a uma turma de crianças desfavorecidas de Lisboa (patrocinados por amigos), doei vários exemplares a famílias no valor de 483€ e a Associação Família Conservadora recebeu 304,3 €, através das vendas, que vai usar em projetos de publicações.
Já não restam muitos da 2ª edição. Pedem-me para contar o que aconteceu depois, ou seja, para fazer a continuidade dele.

O programa que faço nas escolas com este livro tem causado impacto. Meninas já vieram ter comigo, a chorar copiosamente, contanto o que estavam a passar e a escola de nada sabia. Todos os alunos se sentem valorizados e tem sido um percurso incrível, poder impactar vidas, não só a passar boas mensagens (acredito) mas também de outras formas práticas.

A todas as pessoas que me têm ajudado a fazer este percurso, eu digo muito obrigada! Esclareço deste modo, contando os resultados. Tenho outros livros solidários, a seu tempo poderei contar um pouco do que também tem acontecido.
Juntos seremos sempre mais fortes e faremos mais pessoas felizes. Não podemos mudar todo o mundo mas podemos alterar o nosso mundinho.
Obrigada meus queridos leitores, por vós continuo a escrever!

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