E era Natal

E era natal

Estávamos em meio a uma pandemia.
Havia pessoas cheias de medo, outras desesperadas e outras nem tanto assim.
E a aproximava-se o Natal.
Estabelecimentos fechados e as pessoas não podiam circular na via pública.
Os comerciantes e os empresários tinham muito a dizer, mas não os levavam em conta.
Eles queriam trabalhar para poder ter o pão na mesa.
E caminhava-se para o Natal.
Havia um clima de aflição pelos mortos que a cada dia se anunciavam na comunicação social.
E algumas pessoas já nem gostavam de ver notícias.
Esqueceram-se as outras doenças, só se pensava numa que afetava o mundo inteiro.
E estávamos quase no Natal.
Os aviões já não visitavam tanto as amigas nuvens.
A incerteza era palavra de ordem, como se tratasse de uma novidade.
As ruas, ora salpicadas de gente, ora desertas, punham a nú uma realidade antecipada.
Somos pessoas, somos um deserto, um deserto que carece de água, onde é suposto que nasça um oásis.
E sim, estamos na época natalícia.
E por haver Natal somos mais ricos, mas muitos se esqueceram que afinal ainda há Natal. Ainda há a celebração do nascimento do ser humano mais especial de sempre.
E isto importa verdadeiramente. Ele é quem nos ensina a ser gente.
Quando ele estava para nascer não tinha lugar. Aqueles pais estavam a passar momentos de aflição decerto. E ninguém os acolheu. Restou-lhes uma manjedoura.
Depois esta família teve que fugir. Houve um assassinato em massa. Todos os meninos abaixo de 2 anos eram mortos. Que chacina! Como ficou o coração daquelas famílias? Tempo difícil, não é?
Por vezes só pensamos na nossa realidade e não olhamos a realidade de outros.
Mas este menino foi guardado. Havia um propósito mais à frente…
Este é o Natal. Este é o nascimento que revoluciona o mundo. Porque este menino é o Filho de Deus. Ele veio desempenhar uma função que nenhum outro humano podia ter. Ele veio trazer o acesso ao Pai. Ele é Emanuel – Deus connosco!
E tantas vezes se esqueceu o sentido do Natal. Parece que só importa o que é material.
Sendo Natal, muitos se esqueceram do verdadeiro Natal.
O Natal que faz o amor acontecer. Que acolhe, que perdoa, que dá sem esperar em troca.
O Natal que mudou o nosso calendário. O Natal que é o motivo pelo qual celebramos esta festividade. Ele é o aniversariante.
Como podemos fazer a festa e não ter o aniversariante? Como alguém celebra sem conhecer o aniversariante, sem o querer até conhecer…
E haverá Natal em cada coração que reconhecer o filho de Deus como o seu Salvador e Senhor.
Haverá Natal quando dermos voz ao aniversariante.
Quando doarmos a prenda a quem de direito.

E assim foi, um Natal diferente, onde as famílias tinham medo de estar juntas. Onde não sorriam porque máscaras lhe tapavam o sorriso.
Um Natal de gente, sem a gente do costume, sem perceberem que mesmo em meio a uma pandemia, o Natal não dependerá de qualquer vírus, vacina ou medicamento.
O Natal é milagre. O Natal é singeleza. O Natal é memória que faz parte da história. Uma história para viver agora.
Vive o verdadeiro Natal!
FELIZ NATAL
Andrea Ramos
Dez. 2020

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