Raptada

15253391 1143320072447497 1574301797961148492 n

Quando estava no fundo do mar
Tão sossegada a dormitar
Vejo a meu lado, persistente
Um objecto, que até hoje não consigo decifrar!

Então essa coisa me leva
Me arrasta do profundo mar
Socorro…
Não sei onde vou parar.

Fiquei tão triste, tão sozinha
Que só me apetece chorar
Meus colegas e vizinhos
De mim se vão lembrar.

Lá vou eu nessa viagem
Com homens que me raptaram
Que saudades que tenho
Dos amigos que lá ficaram.

De repente ouço um barulho
Está tudo a ficar escuro!
Estou na Expo’98
Que enfim, será o meu futuro!

1998. Para o Diário de Notícias sobre a Expo’98 – ‘Concurso’ em 98 Palavras
Foto: internet

Assinatura-Andrea-Ramos

Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução por quaisquer meios, salvo em breves citações com indicação da fonte, sem prévia autorização da Autora.

Partilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Artigos Relacionados

Vícios

Vícios são miséria, vícios são obsessãoTrazem efeitos secundáriosReduzem os saláriosE só causam ilusão Vícios trazem dependênciaOu angústia vivencialVícios geram a decadênciaNeles há imprudênciaE originam o mal Neles há também aventuraSensação momentâneaÉ prazer que não perduraÉ

Leia mais »
poem

The unrequited love poem

Ela esperou quase mil anosNão tinha quaisquer planos(A distância não sentia qualquer culpa!)Ansiava rosto terno, serenoE em jeito de desculpaNão se arrumava, não vivia em pleno Encontrou-o como por acasoNuma qualquer rua, no invernoDescobrira a

Leia mais »

Somos Humanos

Somos humanos. Somos gente de algum lado, de alguma terra. Somos feitos da mesma matéria. Nascemos da mesma forma, todos caminhamos para o dia da morte. Muitos acham que Deus não existe. E têm esse

Leia mais »

Artigos Recentes

Redes Sociais

Scroll to Top