Poema ao Sem abrigo

pexels photo 8078388MART PRODUCTION

Que noite memorável
De lembrança infindável
Em jeito de amizade
Acontece nesta hora humanidade!

É contentamento inesgotável!
Sinceridade… coração aberto
Unidos estamos perto
Distância que foi inescusável!

Num olhar que se cruze
Num sorriso acanhado
Estão vidas entrelaçadas
Desde agora – registado!

Ventura ou desventura
Nada pra sempre perdura

Mais vale a verdade
Que viver em saudade
É vento de hoje, amanhã
Triste, frio e distante…

Mas de hoje em diante
Aproximo-me radiante
Cativas meu semblante
Com teu olhar cintilante

Vem amigo meu
Receber o afago
Quero contigo ver a cor do céu
Penar na rua lado a lado
Pra sentir o que é teu
Pra doar o que trago

Não serás esquecido
Meu honrado amigo
Mereces decerto a paz
Bem longe do perigo!

A lucidez de uma vida
Que a vida desfez
Com dor, condoída, sentida
De uma e outra vez…

Que esta minha altivez
Seja de vez detida
E que a minha vida
Se encontre rendida
Aos pés de «Quem» a fez!

Dá-me um abraço
A tristeza está de fora!
E o vento…que é frio…
Não mais volta agora!

Aquece-te no calor
Da nossa infantil amizade!
Pois que no bater da saudade
A dor sentida se foi
Sobrou tua dignidade!

É beldade de instante
Sei…! Rendido, reconheço!
E que agora em diante
Não mais rejeites a Vida
Pois pra te dar guarida
Tens o Dono da Vida!

2014. (No âmbito do Jantar Comunitário Serve The City de 19 Março de 2014 em Lisboa). Foto: MART PRODUCTION

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