Dia Mundial das Bibliotecas

Foto Livros com chávema de chá


Fui, fui sim à biblioteca,
Não sonhei, inventei.
Fui crescida, movida pelo sonho,
Um sonho que não desfaleceu, não morreu,
Passado anos, enfim, sobreviveu.

Queria devorar páginas,
Sentar-me no chão, livros no colo, ler até mais não
Sentir as texturas
Olhar o interior, perceber a cor
E enfim, saciar-me como leão.

Escrevo as palavras que não são livro,
Vêm de dentro com sentido não fingido,
Onde as lágrimas hesitam em cair
Pelas memórias que trazem o sentir.
Quero chorar, sim por não ir…

Fui à biblioteca, silenciosa, despretensiosa
Queria lá viver, ter uma cama; nascendo o dia, que eu pudesse ler,
Para aprender, para relembrar e o sonho perdurar.

E as palavras na mente com sentido urgente
Voaram em meio aos livros, quietos;
Pairava a leveza em contraste o labor.
E, eu, de sangue quente,
Desci as escadas, seguindo em frente,
Com a pressa como toda gente.

Fui sim à biblioteca, sozinha, a vontade de lá ficar demora.
Quem lá trabalha não enlouquece,
Aquece a mente, com palavras, com gente
Como quem não quer ir embora.

Relembro a minha infância, brincava na terra,
Ninguém percebia a arte escondida,
A poesia erguia-se como o respirar da vida.

Porque a escrita pertence à minha vida
Ela não deixou o sonho morrer.
Deu ao meu querer o anseio de vencer,
Permanecer,
Não desfalecer.

E tenho a certeza de que fosse eu pequena
Traria sacos cheios para ler,
Deitada no chão, pasmada, deixando as emoções crescer.

Filhos, pais e avós, que manancial de palavras podem criar
Que jeito de não se sentirem sós,
Em partilha, com livros, sabedoria,
Serão memórias criadas jamais esquecidas.

Das grandezas e da pequenez o mundo é feito,
A escrita não rejeito
E em jeito de honraria
Enalteço, sobretudo este dia.

Faço um apelo: escreva nos comentários, fale da sua experiência com bibliotecas.

Quando eu era criança, ninguém criou em mim o hábito. Li o que apanhava, escrevi o que não tinha. Lendo, entendemos melhor o mundo. Escrevendo, falamos da alma interior.

Assim, incentivo todos a percorrer as prateleiras, buscar livros, folheá-los, lê-los, com a certeza de que todos nos entenderemos melhor.

Assinatura-Andrea-Ramos

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